BCAA Funciona mesmo?? “série Suplementação”

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Estou iniciando mais um tema importante, e que ainda me chama muito a atenção em relação aos desafios que jovens se submetem. Para explorar essas informações resolvi pesquisar em fonte segura, ou seja, trabalhos de revistas renomadas, e a escolhida foi “JN THE JOURNAL OF NUTRITION”  …

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 BCAA – aminoácidos de cadeia ramificada (Leucina, Valina e Isoleucina)

Aminoácidos de cadeia ramificada (BCAA) são aminoácidos essenciais que podem ser oxidados no músculo esquelético enquanto outros aminoácidos são metabolizados no fígado. Sabe-se que a oxidação de BCAA é promovida pelo exercício principalmente os de longa duração, assim os BCAAs participam do processo de produção de energia durante a prática de atividade física.

Foram examinados alguns estudo em humanos sobre a suplementação, antes e após o exercício, e foi possível evidenciar sua atividade no metabolismo muscular das proteínas e no dano muscular induzido pelo exercício.

Foi relatado que um suplemento administrado via oral de BCAA (77 mg/kg de peso corporal) antes do exercício aumentou os níveis intracelulares e resultou na diminuição endógeno da quebra de proteínas muscular. Efeitos semelhantes foram também observados em um estudo no qual os participantes ingeriram uma mistura de aminoácidos (que continha 3,6 g de ácidos aminados de 37% BCAA) antes e após o exercício.

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O suplemento de aminoácidos também diminuiu a dor muscular que normalmente acontece após o exercício. Embora o mecanismo responsável pelos efeitos protetores da suplementação  contra lesão muscular não foram elucidados, presume-se que a estimulação da síntese de proteínas por leucina e a conseqüente diminuição da quebra de proteína, causada pela BCAA, podem estar envolvidos.

Uma suplementação correta com BCAA durante os exercícios prolongados pode otimizar o desempenho e prevenir o desgaste e a diminuição da quebra de proteínas musculares. Além disso, pode retardar a fadiga mental que aparece nos estágios finais de tais atividades, quando os níveis de BCAA no sangue diminuem.

Além disso, a relação mais eficaz dos três BCAAs para os efeitos benéficos não é conhecido. É evidente que outros estudos devem ser analisados a fim de elucidar os mecanismos responsáveis ​​pelos fenômenos, além de esclarecer com riqueza de detalhes a composição mais eficaz de BCAA.

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A via catabólico BCAA, que ocorre dentro da mitocôndria, inclui duas reações primárias: a transaminação reversível de BCAAs e descarboxilação irreversível de BCKA para formar compostos CoA. A última reação é o passo limitante da velocidade de catabolismo BCKA. TCA, ciclo de ácido tricarboxílico; KIV, α -ketoisovalerate; KMV, α -keto- β -methylvalerate; CoA-SH, forma reduzida de CoA; IB-CoA, isobutiril-CoA; MB-CoA, α -methylbutyryl-CoA; IV-CoA, isovaleril-CoA; R-CoA, acil-CoA.

 

Toxicidade

Nos estudos de toxicidade utilizaram animais para demonstrarem que os BCAAs são aminoácidos bastante seguros, e quando utilizados numa proporção semelhante à da proteína animal (por exemplo, de 2: 1: 1 leucina: proporção valina: isoleucina). Embora a leucina é o aminoácido mais potente entre os BCAAs para estimular a síntese de proteínas, a suplementação de leucina sozinho pode causar um desequilíbrio. Lembrando que doses indiscriminadas de BCAA podem ocasionar prejuízos ao estômago e intestinos, interferir na absorção de outros aminoácidos pelo organismo e produzir amônia (substância tóxica para o músculo).

metabolismo

A via catabólica valina é única quando comparada com outros ACR em que o potencial tóxico metacrililo-CoA é formada no meio da via. Estimulação de BCAA catabolismo durante o exercício resulta na produção de metacrililo-CoA adicional que é rapidamente destruída pelas ações combinadas de crotonase e HIByl-CoA hydrolase. BCAT, de cadeia ramificada aminotransferase; HIBA, β ácido -hydroxyisobutyric; e MMS, semialdeído ácido metilmalônico.

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Em alguns dos estudos sobre suplementação com BCAA os resultados demonstram que os efeitos são promissores, mas não conclusivos quanto aos efeitos relacionados à melhora de desempenho. Portanto, vale lembrar que uma alimentação balanceada que forneça quantidades adequadas de macronutrientes (carboidratos, proteínas e lipídeos) e micronutrientes (vitaminas e sais minerais) é fundamental para melhorar o desempenho e que nenhum suplemento, isoladamente, sem que haja uma dieta alimentar apropriada, vai ajudar na obtenção de bons resultados. Por isso, ao utilizar qualquer tipo de suplementação, procure orientação profissional.

FONTE: JN THE JOURNAL OF NUTRITION

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Fernando Muterle

Olá, eu sou Fernando Muterle – professor Universitário e também Fundador do “IMCF” . O IMCF foi criado com o objetivo de promover o Networking entre profissionais, estudantes e interessados, com temas pertinentes a saúde e qualidade de vida. Participe, assista as entrevistas e registre a sua opinião.

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