A nova geração de Antidepressivos!!

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Na atualidade coexistem 4 tipos de antidepressivos que respondem a  diferentes mecanismos de ação:

– inibidores de monoaminoxidase (IMAO);

– inibidores da recaptação de serotonina ou noradrenalina, os quais atuam sobre os receptores como a mirtazapina, mianserina, agomelatina e os novos fármacos multimodais. Vortioxetina e vilazodona são agentes que atuam sobre um sistema de neurotransmissão único através de múltiplos mecanismos, e eles representam este último grupo.

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A vilazodona é um inibidor seletivo da recaptação de serononina (ISRS) e agonista 5-HT1A parcial2, enquanto que a Vortioxetina é um ISRS, mas também um agonista dos receptores 5-HT1A, agonista parcial dos receptores 5HT1B e antagonista dos receptores 5-HT1D, 5-HT3 e 5-HT73,4,5.

De acordo com os estudos principais que resultaram em sua aprovação, Vortioxetina demonstrou superioridade clínica na primeira linha de tratamento da depressão em geral, comparado com placebo.

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As evidências dos estudos individuais são confirmadas com uma extensa metanálise6 de 12 estudos controlados com placebo, duplo-cegos, com doses fixas de 5, 10, 15 e 20 mg desenhados para avaliar a eficácia da Vortioxetina no curto prazo.

Depois de 6 a 8 semanas de tratamento, demonstrou-se que 9 de 12 estudos apresentavam pelo menos dois pontos de diferença a respeito do placebo na escala de Montgomery- Asberg (MADRS) ou Hamilton, em algum dos subgrupos de doses. Ao avaliar a mudança média em relação ao escore inicial das escalas, a diferença média do total dos estudos, resultou estatisticamente significativa para as doses de 5, 10 e 20 mg/dia, comparada com placebo. A melhoria nos escores da escala MADRS, pode se traduzir em uma recuperação do quadro depressivo em geral, não de sintomas ou áreas específicas.

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Na análise desagregada, foi possível observar uma maior proporção de pacientes respondedores entre os quais tinham sido tratados com o Vortioxetina, 49%, versus 34 % dos controles.

Outros estudos avaliaram a eficácia da Vortioxetina versus placebo mas incluindo antidepressivos convencionais de uso estendido -duloxetina 3 e venlafaxina7 -como fármacos de referência ativa.

A inclusão destas drogas contribui para demonstrar a sensibilidade dos ensaios para tratar a depressão. Depois de 8 semanas de tratamiento, Vortioxetina demonstrou uma melhoria significativa na escala HAMD (Hamilton Depression Scale) em relação à avaliação inicial,  com uma diferença de 3.3 pontos em relação ao placebo.

A taxa de respostas alcançou 53,2% do grupo tratado com o antidepressivo multimodal versus 35.2% do grupo controle, enquanto que as percentagens de remissão relatadas foram de 29.2% e 19.3%, respectivamente. Nesta pesquisa, Vortioxetina 5 mg resultou estatisticamente superior a placebo bem como a duloxetina, o qual ajudou a validar os resultados da investigação.

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Na faixa de doses de 5 – 10 mg/dia7, Vortioxetina mostrou efeitos benéficos no amplo espectro de sintomas da depressão avaliados pela melhoria nos escores de todos os itens individuais de MADRS.

A superioridade da Vortioxetina ficou demonstrada ao avaliar a diferença média nos resultados da escala depois de 6 semanas de tratamento. A diferença favorável para Vortioxetina alcançou 5.9 e 5.7 nas doses de 5 e 10 mg respectivamente, em comparação com placebo.

A proporção de pacientes respondedores e em remissão avaliados pela escala MADRS, resultou estatisticamente superior em todos os grupos de tratamento ativo versus placebo.

Outro estudo comparativo, duplo cego, de doses flexíveis e de 12 semanas de duração, respaldou a superioridade da Vortioxetina versus agomelatina, um antidepressivo que atua sobre os receptores de serotonina e melatonina.

Quanto à segurança, o  perfil do fármaco resultou comparável ao de outros antidepressivos com boa tolerância e escassos efeitos adversos.

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Quanto a vilazodona, a inibição do autorreceptor 5-HT1A junto com uma ação de ISRS, dá lugar a um aumento mais rápido dos níveis de serotonina em comparação com a utilização de um ISRS convencional. Apesar de que poderia apresentar a vantagem de um início de ação mais rápido, os efeitos secundários gastrintestinais determinam que a dose de vilazodona seja incrementada de forma progressiva até alcançar uma dose terapêutica. Portanto, ainda não se sabe se o início mais rápido da ação do fármaco será observado clinicamente. São necessários estudos de comparação direta entre a vilazodona e outros ISRS.

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Estas investigações demonstram que os novos antidepressivos multimodais representam uma opção terapêutica promissora, em comparação com os agentes seletivos tradicionais. A possibilidade de interagir com mais de um objetivo molecular oferece interessantes vantagens em termos de eficácia e segurança no tratamento da depressão maior.

Autora: Dra. Irina Dozo

Fonte: Medcenter Expert ViewPoint

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Fernando Muterle

Olá, eu sou Fernando Muterle – professor Universitário e também Fundador do “IMCF” . O IMCF foi criado com o objetivo de promover o Networking entre profissionais, estudantes e interessados, com temas pertinentes a saúde e qualidade de vida. Participe, assista as entrevistas e registre a sua opinião.

Website: http://imcf.com.br

7 Comentários

  1. Americo Custodio da Silva

    ola isto e muito bom seria melhor se fosse distribuido pela rede publica mais a propina não deixa

  2. Altemir da Fontoura

    Tenho diagnóstico de Depressão Maior, refratária a medicamentos, com alteração de tratamento a cerca de cada oito meses, a fim de ter uma “menos pior” qualidade de vida. Estou no décimo dia de tratamento com Brintellix 10 mg. No início foi bem complicado, em relação aos efeitos colaterais e ainda se mantém alguns, como prurido e disfunção digestiva. Meu grande salto evolutivo foi com a Estimulação Magnética Transcraniana repetitiva, que depois de 30 aplicações(meu caso é muito grave, inclusive já tendo passado por ECT) me manteve por mais de um ano, somente com apoio de antidepressivo. Minha qualidade de vida aumentou de forma inimaginável até aquela data. Por se tratar de um tratamento de maior custo, tive que descontinuar a manutenção e estou com ação contra a operadora de saúde Sul América a fim de que a mesma pague pelo tratamento que necessito. Meu caso foi julgado e negado pelo mesmo juiz que mandou o estado do RS pagar por tratamento com fosfoetanolamina para paciente com Câncer, sou a determinação que meu caso não tinha risco de vida… Pois é! Era só uma situação de direito do consumidor…
    Mas vou passando, por aqui, minha experiência com o Brintellix 10 mg.

    • Jéssica

      Olá. Eu não entendi, vc se deu bem com o Brintellix? Ele foi eficaz?

    • Alexandra Nogueira

      Altemir o que vc sente? Quanto custa a sessão de ect?

  3. Luciano Guerra

    Tenho depressāo e TAG e tive fazem 10 anos três crises de panico quando entāo comecei a usar escitalopram e 6 mg de lexotam. Me dou bem psico/psiquico porem porém deixo de ter orgasmo e abandono temporariamente a medicaçāo até sentir necessidade da medicaçāo.
    Será possivel eu trocar o lexapro pelo multimodal Brintellix? Ele pelo menos até agora ñāo tem indicaçāo para tratamento de tag e panico.

  4. Terezinha

    Tomo Cymbalta 60 com Zetron 1 capsula de cada um junto todos dias Já tomo por 1 ano melhorei a noite tomo 1/4 de Noctal durmo a noite tda. Só que estes remédios desde a hora que acordo e tomo os antidepressivos fico sem ânimo não tenho vontade de fazer nada me sinto enferma fisicamente .O Que fazer?

  5. zenildo visconde dos santos

    como que eu consigo o vilazodone.pois tenho muito problema na parte sexual

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