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Atletas adolescentes têm risco e sofrer lesões lombares

As lesões da coluna lombar são a terceira lesão mais comum sofrida pelos atletas menores de 18 anos, conforme revela um estudo apresentado pelo médico de medicina esportiva do Centro Médico da Universidade de Loyola, Neeru Jayanthi, MD.

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Muitas lesões são graves o suficiente para incapacitar os jovens atletas durante um a seis meses e envolvem um risco futuro de apresentarem problemas nas costas a longo prazo. Jayanthi apresentou os achados na Conferência e Exposição Nacional da Academia Americana de Pediatria (American Academy of Pediatrics), em Orlando. O estudo incluiu mais de 1.200 jovens atletas que sofreram 843 lesões. As lesões da coluna lombar representaram 127 lesões (15,1% do total). As únicas lesões mais comuns foram de joelho (31,1%) e tornozelo (16%). Outras lesões comuns incluem lesões e concussões na cabeça (13,4%), ombro (10,7%) e quadril (6,4%).

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Sessenta e um por cento das lesões das costas eram menos graves, como as lesões na faceta lombar e articulações sacroilíacas. Mas 39% eram graves, incluindo fraturas por estresse e complicações de fraturas por estresse, tais como espondilóse e espondilolistese.

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“Se um jovem atleta tem dores lombares por duas semanas ou mais, é indispensável que o atleta seja avaliado por um médico de medicina esportiva”, afirma Jayanthi. “Se uma lesão grave, como uma fratura por estresse não for tratada adequadamente e não cicatrizar corretamente, o atleta poderia estar sob risco de problemas nas costas a longo prazo.”
Jayanthi explica que os jovens atletas correm risco de lesão nas costas por hiperextensão (arqueamento da parte inferior das costas) e outras técnicas inadequadas. A força insuficiente dos músculos abdominais e dos músculos extensores das costas também pode contribuir para as lesões. O maior risco parece ser a quantidade de treinamento intensivo, feito por um atleta jovem em etapa de desenvolvimento.

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O estudo detectou que jovens atletas com lesões na coluna lombar tendiam a passar mais tempo praticando esportes que outras crianças que ficavam com lesões. Aqueles com lesões nas costas dedicavam uma média de 12,7 horas por semana para praticar esportes, enquanto a média para todas as crianças que ficavam com lesões era de 11,3 horas por semana, explica a coautora do estudo Lara Dugas, PhD.

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Entre 2010 e 2013, Jayanthi, Dugas e colegas da Universidade de Loyola e do Hospital Pediátrico Lurie de Chicago recrutaram atletas de 8 a 18 anos de idade, que tinham se apresentado para realizar exames físicos para esportes ou tratamentos por lesões. Os pesquisadores estão fazendo o acompanhamento de cada atleta até por três anos.
O estudo confirmou os achados preliminares, relatados anteriormente, quanto a que a especialização em um único esporte aumenta o risco de lesões globais, mesmo quando realizando o ajuste em relação à idade e às horas semanais de atividade esportiva do atleta. “Devemos ser cautelosos a respeito da especialização intensa em um esporte antes e durante a adolescência”, assevera Jayanthi.

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Jayanthi oferece as seguintes dicas para reduzir o risco de lesões em atletas jovens:

Se houver dor em uma área de alto risco, como a região lombar, o cotovelo ou o ombro, o atleta deve descansar um dia. Se a dor persistir, deve descansar uma semana.

Se os sintomas durarem mais de duas semanas, o atleta deve ser avaliado por um médico especializado em medicina esportiva.

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Em esportes de raquete, os atletas devem avaliar a sua forma e estilo para limitar a extensão de suas costas regularmente em mais de certo grau (20 graus).

  • Inscrever-se em um programa estruturado de prevenção de lesões, ministrado por profissionais qualificados.
  • Não investir mais horas por semana do que as correspondentes para a prática de esportes de pessoas de sua idade.
  • (As crianças mais jovens são mentalmente imaturas e podem ser menos capazes de tolerar o estresse físico).
  • Não investir mais de duas vezes de tempo jogando esportes organizados que o que você investe no jogo no ginásio e no esporte não organizado.
  • Não especializar-se em um esporte antes da adolescência tardia.
  • Não praticar esportes competitivos durante todo o ano. Fazer uma pausa nos períodos de competição de um a três meses a cada ano (não necessariamente consecutivamente).
  • Descansar pelo menos um dia por semana do treinamento esportivo.

Fonte: Medical News Today

Créditos dessa Publicação MEDCENTER

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Fernando Muterle

Olá, eu sou Fernando Muterle - professor Universitário e também Fundador do “IMCF” . O IMCF foi criado com o objetivo de promover o Networking entre profissionais, estudantes e interessados, com temas pertinentes a saúde e qualidade de vida. Participe, assista as entrevistas e registre a sua opinião.

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