Um segredo que ninguém te contou sobre a Dipirona?

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Dipirona pode ser um problema??

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No Brasil, a dipirona é comercializada com o nome de Novalgina, Magnopyrol, Maxiliv e outros que talvez ainda alguns de nós não conheçamos. O objetivo desse artigo é apresentar detalhes importantes de alguns (OTC), medicamentos vendidos sem receita, que necessitam ser observamos com maior cuidado.

Esse fármaco vem sendo utilizado aqui no Brasil há mais de 80 anos, enquanto que em países como Estados Unidos, Inglaterra e Suécia não pode ser comercializada, devido a um efeito colateral – a agranulocitose – que pode levar a uma diminuição da produção das células que formam o sangue na medula óssea, dentro outros elementos que combatem processos infecciosos. Porém, ainda é muito utilizada em alguns países da Europa, America do sul e países asiáticos, bem como em Israel.

Em 1964, Huguley apresentou um artigo mostrando um estudo com 1400 pessoas que receberam dipirona aonde 11 apresentaram a agranulocitose. Um risco de 1 para cada 127, ou 0,79%. Com base nestes dados, o FDA retirou a dipirona do mercado norte-americano em 1977.

Dados Técnicos..

Pertencentes ao grupo das Pirazolonas, um grupo de analgésicos, antipiréticos e agentes anti-inflamatórios. A dipirona é derivado da aminopirina (noramidopyrine, metamizol, methampyrone, l-fenil-2, 3-dimetil- 5-pirazolona-4-metilsulfonato).

O mecanismo de ação da dipirona envolve inibição da ciclooxigenase, o tromboxano das plaquetas síntese, a agregação plaquetária induzida pelo ácido araquidónico, e síntese de prostaglandinas E1 e E2.

A dose adulta habitual é de 0,5-1,0 g até 3 g / dia e, em crianças, 10-12 mg/kg três vezes ao dia, até 20 mg/kg.

Alguns possíveis efeitos adversos podem ser observados, como náuseas, vômitos, irritação gástrica, xerostomia, fadiga, pele erupções cutâneas e erupções, e hipotensão após a administração IV(Intravenosa ou diretamente na corrente sanguínea) são os principais efeitos adversos possíveis.

Apesar da sua disponibilidade e uso comum, há poucas informações sobre a overdose ou intoxicação por dipirona.

Fonte

BENTUR, Y; COHEN, O. Dipyrone overdose. Journal Of Toxicology. Clinical Toxicology. United States, 42, 3, 261-265, 2004.

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Fernando Muterle

Olá, eu sou Fernando Muterle – professor Universitário e também Fundador do “IMCF” . O IMCF foi criado com o objetivo de promover o Networking entre profissionais, estudantes e interessados, com temas pertinentes a saúde e qualidade de vida. Participe, assista as entrevistas e registre a sua opinião.

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