Você conhece a nanotecnologia utiliza na ortopedia, para reconstruir ligamento cruzado anterior? “BIOENGENHARIA”

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Lindsey Vonn, Derrick Rose, Tom Brady e Mickey Mantle foram vítimas do temido rompimento do ligamento cruzado anterior.

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O rompimento de ligamento cruzado anterior, que conecta o fêmur a tíbia, é uma das lesões mais “graves” no esporte. Nenhuma outra lesão inabilitou mais esportistas por uma temporada ou inclusive pelo resto da carreira. De acordo com a American Association of Orthopaedic Surgeons, a cada ano nos Estados Unidos são realizados mais de 250.000 procedimentos cirúrgicos no ligamento cruzado anterior, o que representa um total de mais de 500 milhões de custo em atenção à saúde por ano.

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O ligamento cruzado anterior não só tem elasticidade mas é propenso aos rompimentos e entorses, também é incapaz de se regenerar espontaneamente e por isso os cirurgiões utilizam auto-enxertos para sua reconstrução. O enxerto mais frequente é o enxerto ósseo-tendão patelar-osso (BPTB), no qual o cirurgião extirpa parte do tendão patelar para substituir o ligamento cruzado anterior danificado.

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O auto-enxerto de “BPTB” e acompanhados de dor e desconforto do joelho e são procedimentos seguros que não permitem mais o rompimento, disse Guillermo Ameer, professor de engenharia biomédica da Escola de Engenharia McCormick da Universidade Northwestern e professor de cirurgia da Escola de Medicina Feinberg. Ao recuperar o tendão patelar do paciente e utilizar um produto artificial, pode-se ter melhores probabilidades de conservar a biomecânica natural do joelho.

“Ameer” e sua equipe de pesquisa estão trabalhando para desenhar um produto que combina três componentes: fibras de poliéster que estão trançadas para aumentar a força e resistência, um biomaterial inerentemente antioxidante previamente criado no laboratório de Ameer e nanocristais de cálcio, um mineral que naturalmente se acha em dentes e ossos humanos. Seu trabalho é descrito no artigo, “Um enxerto biodegradável de três componentes para a reconstrução do ligamento cruzado anterior”, que foi publicado no número de 21 novembro do Journal of Tissue Engineering and Regenerative Medicine. Eunji Chung, um aluno de pós-doutorado da Universidade de Chicago e ex-aluno de grau no laboratório de Ameer, foi o primeiro autor do artigo.

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Durante os procedimentos para a reconstrução do ligamento cruzado anterior, são perfurados túneis no fêmur e na tíbia a fim de manter o novo ligamento em uma posição fixa. Ameer criou um material similar ao osso combinando seus biomateriais antioxidantes com os nanocristais de cálcio. Em seguida, incorporou fibras de poliéster trançadas no mesmo. Os extremos osteoides do ligamento artificial cicatrizaram o osso natural nos túneis perfurados, ancorando o ligamento no seu lugar.

Ao estudar um modelo animal, Ameer e sua equipe observaram que as células ósseas e dos tecidos naturais do animal se deslocavam para os poros do ligamento artificial, preenchendo-os e integrando aos túneis ósseos. Embora necessitem estudos mais longos para avaliar o potencial do método em seres humanos, Ameer está otimista a respeito dos resultados.

O ligamento obtido mediante engenharia é biocompatível e pode estabilizar o joelho, permitindo o funcionamento do animal, disse Ameer. O que é mais importante, talvez encontremos uma forma de integrar um ligamento artificial ao osso natural.

FONTE: Medical News Today

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Fernando Muterle

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